Hoje a liturgia nos convida a mergulhar em uma profunda reflexão sobre a confiança em Deus e o que realmente significa ser rico em espírito. Em meio às intempéries da vida moderna, somos chamados a avaliar onde depositamos nossa fé e como nossas ações refletem essa confiança.
A mensagem central desta celebração é um autêntico chamado à conversão. O evangelho nos lembra que a verdadeira riqueza não se encontra nas posses materiais, mas sim na generosidade e no amor ao próximo. À medida que nos aproximamos do sacrifício da quaresma, somos desafiados a olhar para dentro de nós mesmos, questionando como temos tratado aqueles que estão em situação de vulnerabilidade. O nosso valor diante de Deus não é medido pelo que acumulamos, mas sim pela compaixão que dedicamos aos necessitados.
Nesta liturgia, somos convidados a abrir nossos corações à misericórdia divina. É um momento propício para deixar para trás o egoísmo e as indiferenças, cultivando uma vida de fé e caridade. Que possamos, assim, transformar nossa confiança em ações concretas de amor, ajudando a construir um mundo mais justo e fraterno.
Que esta reflexão nos inspire a viver com um propósito renovado, sempre em busca da verdadeira riqueza espiritual, fundamentada na confiança em Deus e na solidariedade com os outros.
📖Leituras:
Primeira Leitura: Leitura do Livro do Profeta Jeremias 17,5-10
Esta leitura é uma passagem bíblica que fala sobre a confiança em Deus e o engano do coração humano. Nessa leitura, Jeremias contrasta a maldição daquele que confia no homem e se afasta de Deus, com a bênção daquele que confia no Senhor e se mantém fiel a ele. Jeremias também revela que Deus conhece os corações e as intenções de cada um, e que ele recompensa ou castiga de acordo com as obras de cada pessoa.
Essa leitura nos ensina que devemos colocar nossa esperança em Deus, e não em nossa própria força ou sabedoria. Também nos alerta sobre a necessidade de examinar nosso coração e buscar a transformação espiritual pela graça de Deus. Essa leitura nos desafia a viver uma vida de fé, obediência e fruto.
Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que põe sua confiança no Senhor
5. Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6. como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar-se na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7. Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8. é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca da umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos. 9. Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10. Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
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Salmo Responsorial - Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R. Sl 39(40),5a)
R. Sl 39(40),5a. É feliz quem a Deus se confia!
1. Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; 2. mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
R. Sl 39(40),5a. É feliz quem a Deus se confia!
3. Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
R. Sl 39(40),5a. É feliz quem a Deus se confia!
4. Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
R. Sl 39(40),5a. É feliz quem a Deus se confia!
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Aclamação ao Evangelho - Cf. Lc 8,15
— Glória a Cristo, palavra eterna do Pai que é amor!
— Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração; e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!
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Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16,19-31
Esse Evangelho mostra que devemos nos preocupar com a nossa salvação e a dos outros, e não com as riquezas e os prazeres deste mundo. Nessa passagem, Jesus conta a história de um rico e um mendigo chamado Lázaro, que tinham vidas opostas na terra, mas destinos diferentes após a morte. O rico foi para o inferno, onde sofria tormentos, e o mendigo foi para o céu, onde era consolado por Abraão. O rico pediu a Abraão que enviasse Lázaro para aliviar seu sofrimento ou para avisar seus irmãos sobre o perigo de não se arrependerem, mas Abraão disse que isso era impossível, pois havia um abismo intransponível entre eles, e que eles já tinham a lei e os profetas para lhes ensinar o caminho da salvação.
Essa história nos mostra que a nossa condição social e material não determina o nosso destino eterno, mas sim a nossa fé e obediência a Deus. Também nos alerta sobre a urgência de nos convertermos e de evangelizarmos os que ainda não conhecem a Cristo, pois depois da morte não há mais chance de mudança. Além disso, nos ensina a ter compaixão e solidariedade pelos pobres e necessitados, pois eles são amados por Deus e merecem o nosso respeito e ajuda.
Recebeste teus bens durante a vida e Lázaro os males. Agora ele encontra, aqui, consolo e tu és atormentado
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19. “Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias. 20. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas. 22. Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23. Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24. Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’. 25. Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26. E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’. 27. O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28. porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29. Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’ 30. O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31. Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós Senhor

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