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Liturgia do dia: "Lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados" | 2ª Sem. da Quaresma 🟣

Primeira Leitura: Leitura da Profecia de Miquéias 7,14-15.18-20

Esta leitura expressa a confiança no amor e na misericórdia de Deus, que perdoa os pecados do seu povo e cumpre as suas promessas. Essa leitura é usada pela Igreja Católica no tempo da Quaresma, como um convite à conversão e à esperança.

O profeta Miquéias viveu no século VIII a.C., em um período de crise política, social e religiosa em Israel e Judá. Ele denunciou a opressão dos poderosos, a corrupção dos líderes e a infidelidade do povo à aliança com Deus. Ele também anunciou o juízo divino sobre as nações e a restauração futura de um remanescente fiel.

No capítulo 7, Miquéias faz uma oração pessoal, reconhecendo a sua própria culpa e a do seu povo, mas também confiando na bondade de Deus, que é capaz de fazer maravilhas e de perdoar as iniquidades. Ele pede que Deus apascente o seu rebanho com o cajado da autoridade, ou seja, que o proteja e o conduza com cuidado e justiça. Ele também lembra os prodígios que Deus fez na libertação do Egito, como sinal de que ele pode fazer novas maravilhas na história.

Miquéias exalta a grandeza de Deus, que é único em perdoar e esquecer os pecados daqueles que são resto de sua propriedade, ou seja, os que permanecem fiéis à sua aliança. Ele afirma que Deus não guarda rancor para sempre, mas tem prazer na misericórdia. Ele usa a imagem de lançar os pecados no fundo do mar, para indicar que Deus não se lembra mais das ofensas, mas as apaga completamente.

Miquéias também destaca a fidelidade de Deus a Jacó e a Abraão, os patriarcas que receberam as promessas de bênção e de descendência. Ele diz que Deus concederá a eles a fidelidade e a bondade que jurou aos seus pais desde os tempos antigos. Ele mostra que Deus é fiel à sua palavra e não se esquece da sua aliança, mesmo quando o seu povo falha.

Essa leitura mostra que Deus é amoroso e misericordioso, e que ele está sempre disposto a perdoar e a restaurar o seu povo, se ele se arrepender e voltar para ele. Essa leitura nos convida a reconhecer os nossos pecados, a confiar na bondade de Deus e a renovar a nossa aliança com ele. Ela também nos inspira a louvar a Deus por suas maravilhas e a esperar o seu cumprimento das suas promessas.

Lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados

14. Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados. 15. E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18. Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19. Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20. Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8a)

R: O Senhor é indulgente e favorável.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!

R: O Senhor é indulgente e favorável.

— Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.

R: O Senhor é indulgente e favorável.

— Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.

R: O Senhor é indulgente e favorável.

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

R: O Senhor é indulgente e favorável.


Aclamação ao Evangelho - Lc 15,18

— Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
— Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti.


Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-3.11-32

O Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-3.11-32 contém três parábolas sobre o amor de Deus pelos pecadores e a alegria do seu perdão. Essas parábolas são: a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho pródigo.

A parábola da ovelha perdida (Lc 15,4-7) mostra que Deus, como um bom pastor, não se conforma em ter noventa e nove ovelhas no rebanho, mas vai em busca da única que se perdeu, até encontrá-la e trazê-la de volta com alegria. Jesus diz que assim há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.

A parábola da moeda perdida (Lc 15,8-10) mostra que Deus, como uma mulher cuidadosa, não se contenta em ter nove moedas de prata, mas acende a lâmpada, varre a casa e busca cuidadosamente a moeda que se perdeu, até achá-la e chamar as amigas para se alegrarem com ela. Jesus diz que assim há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

A parábola do filho pródigo (Lc 15,11-32) mostra que Deus, como um pai misericordioso, não rejeita o filho que pede a sua parte da herança e vai desperdiçá-la em uma vida desregrada, mas o espera com paciência e o acolhe com amor quando ele volta arrependido, fazendo uma festa para celebrar a sua recuperação. Jesus também mostra o contraste entre o filho pródigo, que reconhece o seu pecado e pede perdão, e o filho mais velho, que se ressente da bondade do pai e se recusa a entrar na festa, revelando a sua falta de compreensão e de compaixão.

Essas parábolas, mostra que Deus é amoroso e misericordioso, e que ele está sempre disposto a perdoar e a restaurar os pecadores que se voltam para ele com sinceridade e humildade. Essas parábolas nos convidam a experimentar o amor de Deus em nossas vidas, a agradecer pela sua graça e a compartilhar da sua alegria. Elas também nos desafiam a ter uma atitude de acolhimento e de perdão para com os nossos irmãos e irmãs que erram e se arrependem.

Teu irmão estava morto e tornou a viver

Naquele tempo, 1. os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3. Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11. “Um homem tinha dois filhos. 12. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.

14. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16. O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

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