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Liturgia do dia: "Reconhecimento da autoridade divina" | 3ª Sem. do Advento 🟣

A liturgia de hoje convida-nos a uma profunda reflexão sobre a fé na providência divina e o reconhecimento da soberania de Deus em nosso caminhar. Tal como os israelitas ansiavam pela chegada do Messias anunciado, também nós somos chamados a aguardar, com renovada esperança e firme crença, a realização das promessas divinas em nossas vidas. É um momento de introspecção e de reafirmação da nossa confiança no plano eterno e na fidelidade inabalável do Criador.

Leituras:

Primeira Leitura (Números 24,2-7.15-17a)

O trecho de Números 24,2-7.15-17a apresenta o oráculo de Balaão, que louva a beleza de Israel e profetiza a vinda de uma estrela e um cetro oriundos de Jacó. Essa profecia é interpretada como a previsão da chegada de um monarca poderoso, que simboliza esperança e redenção para o povo escolhido por Deus. A narrativa destaca a transformação de Balaão de um profeta pagão contratado para amaldiçoar Israel em um instrumento de bênçãos divinas, culminando na visão de um futuro promissor para a nação de Israel.

Primeira Leitura: Leitura do Livro dos Números 24,2-7.15-17a

Uma estrela sai de Jacó

Naqueles dias, 2. Balaão levantou os olhos e viu Israel acampado por tribos. O espírito de Deus veio sobre ele, 3. e Balaão pronunciou seu poema: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos; 4. oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 5. Como são belas as tuas tendas, ó Jacó, e as tuas moradas, ó Israel! 6. Elas se estendem como vales, como jardins ao longo de um rio, como aloés que o Senhor plantou, como cedros junto das águas. 7. A água transborda de seus cântaros, e sua semente é ricamente regada. Seu rei é mais poderoso do que Agag, seu reino está em ascensão". 15. E Balaão continuou pronunciando o seu poema: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem que tem os olhos abertos, 16. oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, e conhece os pensamentos do Altíssimo, que vê o que o Poderoso lhe faz ver, que cai, e seus olhos se abrem. 17a. Eu o vejo, mas não agora; e o contemplo, mas não de perto. Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel".

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial (Salmos 24 (25),4bc-5ab.6-7bc.8-9)

O Salmo 24 (25), versículos 4bc-5ab, 6-7bc, 8-9, é uma prece apaixonada que implora a Deus para revelar o caminho justo e conduzir os crentes com Sua verdade e compaixão. Representa uma declaração de fé na benevolência e equidade do Divino.

Salmo Responsorial - Sl 24(25),4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 4b)

R. 4b. Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

4b. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, c. e fazei-me conhecer a vossa estrada! 5a. Vossa verdade me oriente e me conduza, b. porque sois o Deus da minha salvação.

R. 4b. Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

6. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! 7b. De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia c. e sois bondade sem limites, ó Senhor!

R. 4b. Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!

8. O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

R. 4b. Fazei-me conhecer a vossa estrada, ó Senhor!


Evangelho (Mateus 21,23-27)

No trecho do Evangelho de Mateus, capítulo 21, versículos de 23 a 27, observamos um momento crítico onde Jesus interpela os líderes religiosos a questionarem a si mesmos sobre a procedência da autoridade de João Batista. Esse diálogo provocativo serve como um convite à reflexão sobre a verdadeira obediência a Deus, ressaltando a necessidade de identificar e aderir à autoridade divina. A passagem é um lembrete poderoso da importância de discernir e seguir a liderança espiritual legítima.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,23-27

Donde vinha o batismo de João?

Naquele tempo, 23. Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: "Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?" 24. Jesus respondeu-lhes: "Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25. Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?" Eles refletiam entre si: "Se dissermos: 'Do céu', ele nos dirá: 'Por que não acreditastes nele?' 26. Se dissermos: 'Dos homens', temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta". 27. Eles então responderam a Jesus: "Não sabemos". Ao que Jesus também respondeu: "Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas".

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

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