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Liturgia Diária: Quarta-feira 01, 30ª Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar (I) 🟢

Leitura da Bíblia Sagrada

 

Na Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 8,26-30, Paulo queria mostrar aos cristãos de Roma como o Espírito Santo os ajudava a viver na esperança da salvação, mesmo em meio às fraquezas e às tribulações. Paulo afirmava que o Espírito Santo intercedia por eles com gemidos inefáveis, conforme a vontade de Deus. Ele também ensinava que Deus tinha um projeto eterno de amor para aqueles que o amavam, e que ele os conhecia, os chamava, os justificava e os glorificava em Cristo. Paulo usava as palavras predestinação e eleição para expressar a iniciativa e a fidelidade de Deus, que não excluía a liberdade e a responsabilidade humanas. Paulo concluía que a esperança cristã era baseada na confiança e na gratidão a Deus, que fazia todas as coisas cooperarem para o bem dos que o amavam.

 

Primeira Leitura: Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 8,26-30

Irmãos, 26também, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis.

27E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. 28Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. 29Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, esses ele predestinou a ser conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. 30E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 12(13),4-5.6 (R. 6a)

R: Senhor, eu confiei na vossa graça!

— Olhai, Senhor, meu Deus, e respondei-me! Não deixeis que se me apague a luz dos olhos e se fechem, pela morte, adormecidos! Que o inimigo não me diga: “Eu triunfei!” Nem exulte o opressor por minha queda.

R: Senhor, eu confiei na vossa graça!

— Uma vez que confiei no vosso amor, meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!

R: Senhor, eu confiei na vossa graça!


Aclamação ao Evangelho - Cf. 2Ts 2,14


Na leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30 mostra que, Jesus queria ensinar aos seus discípulos como o Reino de Deus se realiza no mundo. Ele usou uma pergunta de um homem que queria saber se eram poucos os que se salvavam, para alertar sobre a necessidade de se esforçar para entrar pela porta estreita, que é Jesus mesmo. Ele também usou duas imagens para mostrar que o Reino de Deus é universal e inclusivo, mas também exigente e seletivo.

A primeira imagem é a da porta estreita, que simboliza a conversão e a adesão a Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida. Jesus advertia que não bastava conhecê-lo ou chamá-lo de Senhor, mas era preciso segui-lo e obedecer-lhe. Ele também alertava que muitos tentariam entrar pela porta estreita, mas não conseguiriam, porque deixaram para a última hora, ou porque confiaram em suas próprias obras, ou porque se apegaram aos privilégios humanos. Jesus afirmava que o critério para entrar no Reino de Deus era a fé e o amor, que se manifestavam em obras de justiça e misericórdia.

A segunda imagem é a da mesa do banquete, que simboliza a comunhão e a alegria do Reino de Deus. Jesus anunciava que muitos viriam de todas as direções para participar da festa, e que os últimos seriam os primeiros, e os primeiros seriam os últimos. Ele revelava que o Reino de Deus era aberto a todos os povos e nações, sem distinção de raça, cultura ou religião. Ele também revelava que o Reino de Deus era surpreendente e inesperado, pois muitos que se julgavam merecedores seriam excluídos, e muitos que se julgavam indignos seriam acolhidos. Jesus afirmava que o critério para participar do banquete era a humildade e a gratidão, que se manifestavam em louvor e serviço.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30

Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?”

Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’.

26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.

  • Palavra da Salvação.
  • Glória a Vós Senhor

Bem-aventurados os pobres de espírito [...] Bem-aventurados os mansos [...] Bem-aventurados os puros de coração... (cf. Mt 5, 3-8)

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