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Leitura da Bíblia Sagrada: 1º de outubro de 2023 | 26ª Domingo do Tempo Comum 🟢

A Leitura da profecia de Ezequiel 18,25-28 mostra que Deus quer que cada pessoa seja responsável por suas próprias ações e que se arrependa de seus pecados para viver. Deus não é injusto, mas justo e misericordioso, e não castiga os filhos pelos pecados dos pais, nem recompensa os pais pela justiça dos filhos. Cada um será julgado de acordo com sua conduta, e aquele que se converter do mal e praticar o bem, certamente viverá e não morrerá.

Leitura do Livro Sagrado6

Essa leitura faz parte do livro do profeta Ezequiel, que foi um dos exilados na Babilônia no século VI a.C. Ele anunciou a destruição de Jerusalém e do templo por causa da infidelidade do povo de Israel, mas também proclamou a esperança da restauração e da nova aliança com Deus. Ezequiel enfatizou a soberania e a santidade de Deus, que age na história para manifestar sua glória e seu amor.

Essa leitura também é relevante para os nossos dias, pois nos convida a refletir sobre a nossa responsabilidade individual diante de Deus e dos outros. Não podemos nos desculpar com o provérbio popular que diz: “Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam”. Pelo contrário, devemos reconhecer os nossos erros e buscar o perdão e a conversão. Deus não quer a morte do pecador, mas que ele viva. Por isso, ele nos oferece a sua graça e a sua palavra, que ilumina o nosso caminho.

Primeira Leitura: Leitura da Profecia de Ezequiel 18,25-28

Assim diz o Senhor: 25“Vós andais dizendo: ‘A conduta do Senhor não é correta’. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?

26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre.

27Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá, não morrerá”.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 24,4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a)

R: Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação; em vós espero, ó Senhor, todos os dias!

R: Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! Não recordeis os meus pecados quando jovem, nem vos lembreis de minhas faltas e delitos! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

R: Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.

— O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

R: Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão.


Nessa Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11, Paulo destaca a importância da humildade, da unidade e do amor entre os irmãos, que devem seguir o exemplo de Cristo, que se esvaziou de sua condição divina e se fez servo, obediente até a morte na cruz.

Paulo cita um hino cristológico, que celebra a encarnação, a paixão e a exaltação de Cristo, como modelo de vida cristã. Esse hino mostra que Cristo não se apegou à sua igualdade com Deus, mas se humilhou e se entregou por amor à humanidade, e por isso Deus o exaltou e lhe deu o nome acima de todo nome, diante do qual todo joelho se dobra e toda língua confessa que ele é o Senhor.

Paulo quer que os filipenses tenham o mesmo sentimento que Cristo teve, ou seja, que sejam desapegados de si mesmos, que se preocupem com os outros, que não ajam por rivalidade ou vanglória, mas com mansidão e respeito. Ele quer que eles completem a sua alegria, vivendo em harmonia e mantendo-se fiéis ao evangelho.

Segunda Leitura: Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11

Irmãos: 1Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade.  3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. 5Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.

10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!” — para a glória de Deus Pai.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Aclamação ao Evangelho - Jo 10,27


Nesse trecho do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,28-32, Jesus conta uma parábola para os líderes religiosos judeus, que o questionavam sobre sua autoridade e seus ensinamentos.

A parábola fala de um pai que pede a seus dois filhos que trabalhem na sua vinha. O primeiro diz que não quer, mas depois se arrepende e vai. O segundo diz que sim, mas não vai.

Jesus pergunta qual dos dois fez a vontade do pai. Eles respondem que foi o primeiro. Então Jesus aplica a lição: os publicanos e as prostitutas, que eram desprezados pelos judeus, estão entrando antes deles no Reino de Deus, porque creram em João Batista, que anunciou o caminho da justiça, e se arrependeram de seus pecados. Já os judeus, que se diziam filhos de Deus, não deram ouvidos a João nem a Jesus, e não se converteram.

Deus não se agrada das palavras vazias, mas das atitudes sinceras. Ele não julga pela aparência, mas pelo coração. Ele não aceita a hipocrisia, mas a obediência. Ele não quer filhos rebeldes, mas filhos arrependidos.

A parábola nos desafia a examinar nossa vida diante de Deus e a reconhecer nossa necessidade de conversão. Ela nos mostra que Deus é misericordioso e acolhe todos os que se voltam para ele com fé e humildade. Ela nos ensina a não confiar na nossa religiosidade externa, mas na graça de Deus que nos salva por meio de Jesus Cristo.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,28-32

Naquele tempo, Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo: 28“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: ‘Filho, vai trabalhar hoje na vinha!’ 29O filho respondeu: ‘Não quero’. Mas depois mudou de opinião e foi. 30O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: ‘Sim, senhor, eu vou’. Mas não foi. 31Qual dos dois fez a vontade do pai?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.

Então Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. 32Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele”.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

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