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Santo do dia: São Josafá, bispo e mártir

Nascido em terras da Volinia, o pequeno João (nome de batismo) foi educado no seio de uma família devota, a mãe seguidamente o levava para as orações na Igreja, certa vez parado diante do crucifixo, João rezava tão sinceramente que lhe apareceu uma fagulha de luz e caiu em seu coração, fagulha que nunca se apagou e cada dia crescia para melhor servir a Deus e a Igreja.

Com 24 anos de idade, ingressa no mosteiro basiliano da Ssma. Trindade em Vilnius, e neste mesmo local no dia do vestimento do hábito monástico, ele recebeu o nome de Josafat. Desde o inicio da vida no mosteiro, Josafat levava uma vida tão agradável a Deus que influenciava a todos. Não tendo condutores responsáveis e nem bons exemplos, pois naquela época não havia disciplina nos mosteiros, Josafat voltou-se aos santos livros, para neles encontrar para si prescrições para o caminho da santidade. Sob a iluminação divina ele começou a conduzir a vida monástica de acordo com as regras de São Basilio, assim como praticavam os monges mais antigos. O exemplo de Josafat em pouco tempo despertou outros jovens que desejavam conduzir a sua vida segundo o seu modelo. Entre eles estava um jovem cursado em teologia, Velamino Rutskyj. Este, mais tarde, junto com Josafat, tornou-se renovador da Ordem Basiliana. Em 1609, Josafat foi ordenado sacerdote. Em 1613, faleceu o metropolita Ipátio Pótio, no seu lugar, para assumir o cargo de metropolita, foi escolhido Velamino Rutskyj, e Josafat tornou-se superior do mosteiro da Ssma. Trindade. Aqui já havia aproximadamente 50 novos monges. De toda a sua alma, Josafat dedicou-se ao trabalho no mosteiro e fora dele. Ensinava o povo, confessava, e incentivava para a união com o representante de Cristo, o Papa.

Em 12 de novembro de 1617, o metropolita Rutskyj, ordenou-o bispo de Polósk. Agora o seu trabalho, e dedicação em favor das almas não tinha mais limites. Seu lema e chave de toda a sua ação era: "Que todos sejam um". Juntamente com a sua ação pastoral, Josafat levava uma vida inteiramente monacal, na solidão e em oração.

Por essa santidade e sacrifício em favor da santa união, aqueles que eram contra a união, odiavam cada vez mais Josafat e juravam de morte. Ele, no entanto, não diminuía a sua aplicação, mas se dispunha ao martírio, decidido a entregar a sua vida pela união. E isto aconteceu no dia 12 de novembro de 1623. Quando Josafat estava em Vetebsk, em visita aos seus fiéis, aqueles que eram contra sua atitude, avançaram na vestimenta episcopal e começaram a agredir os servos. Então Josafat saiu de sua cela e disse: "Por que agridem os servos inocentes? Se tem algo contra mim, estou aqui". Então um dos agressores atacou, e com um machado partiu a cabeça de Josafat. Caindo no chão coberto de sangue, ele ergueu a mão para abençoar os assassinos, mas um deles atirou com uma pistola, acabando assim com a vida do mártir. Em seguida arrastaram-no para o pátio, e ali maltratavam o corpo de forma diabólica: batiam, chutavam, cuspiam, arrancavam os cabelos e barba, por fim arrastaram-no para uma montanha e de lá jogaram o corpo no rio Dvenó. Depois de alguns dias os fiéis encontraram o seu corpo. Uma clareira indicava onde estava o cadáver.

Encontrado o corpo, os fiéis com muito respeito levaram-no para Polósk, onde ficou exposto por alguns meses em culto público. Desde o inicio, ao lado do corpo do santo aconteciam milagres. Era certamente um sinal de Deus de sua santidade. No dia 29 de junho de 1867, ele foi elevado ao Altar dos Santos da Igreja de Cristo, pelo Papa Pio IX. Hoje o corpo de São Josafat repousa na Basílica de São Pedro, sob o altar de São Basílio, onde permanece incorruptível.

MISSAL QUOTIDIANO COMPLETO / EM PORTUGUÊS com o próprio do Brasil edição B - editado e impresso nas oficinas tipográficas do Mosteiro de São Bento / Bahia, 23 de dezembro de 1957. Pág 629.


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