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Liturgia do dia: "Para que eles cheguem à unidade perfeita" | 7ª Semana da Páscoa ⚪

O Rio Grande do Sul tem enfrentado tempos difíceis, com eventos devastadores que impactaram profundamente a vida de seus habitantes. As fortes chuvas causaram desmoronamentos e aluimentos de terra, resultando em perdas significativas para muitas famílias. Diante dessa situação, a comunidade se une em oração e solidariedade, buscando conforto e força para superar as adversidades. As orações se elevam pedindo que as chuvas cessem e que dias de sol permitam o escoamento das águas e o avanço dos trabalhos de resgate e reconstrução. Clama-se por ação rápida e eficiente das autoridades no socorro às vítimas e pela manifestação de solidariedade na forma de doações e apoio material. Que o conforto, a graça e a paz preencham os corações daqueles que enfrentam o luto e as perdas, e que a esperança de dias melhores se renove a cada gesto de compaixão e cada ato de ajuda mútua.


Primeira Leitura: Leitura dos Atos dos Apóstolos 22,30; 23,6-11

Os capítulos 22 e 23 dos Atos dos Apóstolos descrevem um período crítico na vida do Apóstolo Paulo. No capítulo 22, Paulo é levado perante o conselho em Jerusalém, onde ele se defende e conta sobre sua conversão no caminho para Damasco. Ele relata como uma luz do céu o cegou e como ouviu a voz de Jesus perguntando-lhe por que o perseguia. Paulo então é instruído a ir a Damasco, onde receberá mais orientações. Este evento marca uma virada em sua vida, transformando-o de perseguidor dos seguidores de Cristo em um dos mais fervorosos apóstolos.

No capítulo 23, Paulo percebe que o conselho está dividido entre fariseus e saduceus e declara sua crença na ressurreição, ganhando o apoio dos fariseus. A passagem destaca a astúcia de Paulo e sua habilidade em usar a teologia para proteger-se. Durante a noite, Paulo recebe uma visão de Jesus encorajando-o e assegurando que ele testemunhará em Roma, assim como fez em Jerusalém. Essa promessa divina dá a Paulo a certeza de que sua missão continuará, apesar das adversidades.

Esses eventos são fundamentais para entender a jornada de Paulo e o desenvolvimento da Igreja primitiva. Eles mostram como Paulo, com sua habilidade e fé, supera a oposição e continua a espalhar a mensagem cristã, cumprindo seu chamado apostólico. A narrativa também reflete temas centrais dos Atos dos Apóstolos, como a orientação divina, a importância da conversão e o poder da fé diante das perseguições.

Essa passagem destaca a astúcia de Paulo em usar as diferenças teológicas entre fariseus e saduceus a seu favor, e também mostra a proteção divina sobre ele, reafirmando sua missão de espalhar a palavra de Deus.

É preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma

Naqueles dias, 30. querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.

23,6. Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7. Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembleia se dividiu.

8. Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9. Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele? 10. E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11. Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.9-10.11 (R. 1)

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

— Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

R: Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!


Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26

O trecho do Evangelho de João 17,20-26 é um segmento crucial da oração sacerdotal de Jesus. Nesta passagem, Jesus não se limita a interceder por seus discípulos imediatos, mas estende sua prece por todos que virão a acreditar nele por meio da mensagem transmitida por eles. O cerne dessa passagem bíblica é a unidade entre os fiéis. A oração de Jesus é um apelo para que todos os crentes sejam um, assim como Ele e o Pai são um, reforçando a ideia de que a fé compartilhada deve transcender as divisões, servindo como um testemunho para o mundo da missão e do amor de Deus.

  • João 17,20-21: Jesus pede que todos os que crerem nele sejam um, assim como Ele e o Pai são um. Ele deseja que essa unidade seja tão profunda que o mundo possa reconhecer que Jesus foi enviado pelo Pai.
  • João 17,22-23: Ele fala sobre a glória que o Pai lhe deu e que Ele compartilhou com seus seguidores, para que eles possam ser um, assim como Ele e o Pai são um. A unidade perfeita entre eles servirá como testemunho ao mundo do amor do Pai e do envio de Jesus.
  • João 17,24-26: Jesus expressa o desejo de que aqueles que o Pai lhe deu estejam com Ele e vejam a Sua glória. Ele reconhece que o mundo não conheceu o Pai, mas Ele o conheceu, e os discípulos reconheceram que o Pai o enviou. Jesus declara que fez o nome do Pai conhecido aos discípulos e continuará a fazê-lo, para que o amor com que o Pai o amou esteja neles, e Ele mesmo esteja neles.

Essa passagem é fundamental para entender a missão de Jesus de formar uma comunidade de crentes unidos pelo amor e pela verdade, refletindo a unidade e o amor da Trindade. A unidade entre os cristãos é vista como um meio poderoso de testemunho para o mundo, mostrando a realidade e o amor de Deus.

Para que eles cheguem à unidade perfeita

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20.Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21. para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. 22. Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23. eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24. Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25. Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26. Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

ORAÇÕES PARA O RIO GRANDE DO SUL 🙏


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