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Liturgia do dia: "Ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho" | Bem-aventurado Inácio de Azevedo | 15ª Sem. Tem. Comum

A passagem de Isaías 10:5-7, 13-16 fala sobre como Deus usa a Assíria como instrumento de julgamento contra Israel devido à sua hipocrisia e injustiça. No entanto, a Assíria age com arrogância e crueldade excessivas, o que também atrai a ira de Deus. Ele promete punir a Assíria por sua arrogância e excesso de confiança em sua própria força.

Vamos explorar o significado dessa leitura:

  1. Ai de Assur (Assíria): O profeta anuncia a desgraça que virá sobre a Assíria, que é representada como uma vara de Deus, um instrumento de Sua cólera. Deus a envia contra uma nação ímpia (Israel) como forma de correção e julgamento.
  2. Expectativas e Decepção: Deus esperava que a Assíria fosse apenas um instrumento de disciplina, mas ela tinha outros planos. Em vez de cumprir o propósito divino, a Assíria desejava esmagar e conquistar muitas nações, agindo com arrogância e crueldade.
  3. Causas da Destruição: O livro de Isaías também aponta as causas da destruição. Ele denuncia a acumulação injusta de riquezas, a busca por prazeres indulgentes, a zombaria de Deus e a inversão dos padrões morais. Esses comportamentos levam à ruína.
  4. Castigo Divino: A ira de Deus é inflamada, e a Assíria enfrentará consequências. Ela será afligida por inimigos, e a escuridão e desolação se espalharão.

Essa leitura nos alerta sobre a importância da fidelidade a Deus, da justiça e do cuidado com as bênçãos que Ele nos concede. É uma chamada para refletirmos sobre nossa própria relação com Deus e nossos compromissos com a retidão em nossas vidas. Isaías 5 também é uma passagem relevante para entendermos a infidelidade do povo de Israel e as consequências de suas ações. Além disso, Isaías nos convida a buscar a paz e a justiça que o Messias oferece.

Primeira Leitura: Leitura do Livro do Profeta Isaías 10,5-7.13-16

Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta?

Assim fala o Senhor: 5. "Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação! 6. Eu o envio contra uma nação ímpia e ordeno-lhe, contra um povo que me excita à ira, que o submeta à pilhagem e ao saque, que o calque aos pés como lama nas ruas. 7. Mas ele assim não pensava, seu propósito não era esse; pelo contrário, sua intenção era esmagar e exterminar não poucas nações. 13. Pois diz o rei da Assíria: 'Realizei isso pela força da minha mão e com minha sagacidade, pois tenho experiência; aboli as fronteiras dos povos, saqueei seus tesouros, e derrubei de golpe os ocupantes de altos postos; 14. minha mão empalmou como um ninho a riqueza dos povos; e como se apanha uma ninhada de ovos, assim ajuntei eu os povos da terra, e não houve quem batesse asa ou abrisse o bico e desse um pio'. 15. Mas acaso gloria-se o machado, em detrimento do lenhador que com ele corta? Ou se exalta a serra contra o serrador que a maneja? Como se a vara movesse quem a levanta e um bastão erguesse aquele que não é madeira. 16. Por isso, enviará o Dominador, Senhor dos exércitos, contra aqueles fortes guerreiros o raquitismo; e abalará sua glória com convulsões que queimam como fogo".

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 93(94)

R: O Senhor não rejeita o seu povo.

— Eis que oprimem, Senhor, vosso povo e humilham a vossa herança; estrangeiro e viúva trucidam, e assassinam o pobre e o órfão!

R: O Senhor não rejeita o seu povo.

— Eles dizem: "O Senhor não nos vê e o Deus de Jacó não percebe!" Entendei, ó estultos do povo; insensatos, quando é que vereis?

R: O Senhor não rejeita o seu povo.

— O que fez o ouvido, não ouve? Quem os olhos formou, não verá? Quem educa as nações, não castiga? Quem os homens ensina, não sabe?

R: O Senhor não rejeita o seu povo.

— O Senhor não rejeita o seu povo e não pode esquecer sua herança: voltarão a juízo as sentenças; quem é reto andará na justiça.

R: O Senhor não rejeita o seu povo.


Nesse trecho do Evangelho de Mateus 11:25-27, Jesus expressa duas importantes verdades: a revelação divina aos humildes e a íntima relação entre o Pai e o Filho. Ele agradece ao Pai por esconder essas coisas dos sábios e entendidos e revelá-las aos pequeninos, destacando a importância da humildade e simplicidade para compreender a mensagem divina. Além disso, Jesus afirma que ninguém conhece o Pai senão o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar, sublinhando a singularidade de sua relação com Deus.
  1. Humildade e Revelação: Jesus louva o Pai por esconder as coisas dos “sábios e inteligentes” e revelá-las aos “pequeninos”. Os “sábios” representam os orgulhosos, autoconfiantes e legalistas, enquanto os “pequeninos” são os humildes, dispostos a aprender e aceitar a oferta do Reino de Deus. A verdade profunda e íntima de Deus só é acessível através de Jesus.
  2. Conhecimento Verdadeiro: Jesus é o Filho que conhece intimamente o Pai. Quem rejeita Jesus não pode verdadeiramente conhecer a Deus. A experiência profunda de Deus requer aceitar Jesus e segui-Lo.

Esta leitura do evangelho nos lembra da importância da humildade e da conexão com Deus. É reconfortante saber que podemos encontrar descanso e paz Nele.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,25-27

Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos

25. Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar".

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

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