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Liturgia do dia: "Se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé." (1Cor.15,14) | Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chóng Hasang companheiros, mártires | 24ª STC 🔴

No trecho da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículos de 12 a 20, o tema central é a ressurreição dos mortos. Paulo defende vigorosamente a possibilidade da ressurreição, usando o exemplo de Cristo como prova concreta. Ele desafia a noção de que os mortos não ressuscitam, argumentando que, se isso fosse verdade, então a própria ressurreição de Cristo seria uma falácia. E, se Cristo não tivesse ressuscitado, toda a base da pregação cristã e a fé professada pelos seguidores seriam completamente sem sentido e inúteis.

Esta passagem é essencial para a doutrina cristã, pois enfatiza a ressurreição de Cristo como o fundamento da fé cristã.

Primeira Leitura: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,12-20

Se Cristo não ressuscitou é vã a vossa fé

Irmãos, 12. se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? 13. Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. 14. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também. 15. Nesse caso, nós seríamos testemunhas mentirosas de Deus, porque teríamos atestado - contra Deus - que ele ressuscitou Cristo, quando, de fato, ele não o teria ressuscitado - se é verdade que os mortos não ressuscitam. 16. Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. 17. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. 18. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. 19. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos - de todos os homens - os mais dignos de compaixão. 20. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 16(17),1.6-7.8b e 15 (R. 15b)

R. 15b. Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

1. Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!

R. 15b. Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

6. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! 7. Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.

R. 15b. Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.

8b. Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas, 15. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

R. 15b. Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.


No Evangelho segundo Lucas, capítulo 8, versículos de 1 a 3, é narrada a jornada de Jesus pelas diversas cidades e aldeias, onde ele proclamava as boas novas do Reino de Deus. Acompanhado por seus doze apóstolos, Jesus também contava com o apoio de algumas mulheres que haviam sido libertadas de espíritos malignos e enfermidades. Dentre elas, destacava-se Maria Madalena, que fora liberta de sete demônios, Joana, a esposa de Cuza, um alto funcionário de Herodes, Susana e várias outras. Essas mulheres contribuíam para a missão de Jesus e seus discípulos, oferecendo seus recursos para auxiliar no trabalho.

A presença e o papel das mulheres no ministério de Jesus são de fundamental importância, conforme evidenciado por diversas passagens. Elas não apenas seguiam Jesus, mas também desempenhavam um papel ativo em sua missão, contribuindo de maneira significativa. Suas ações e apoio não só fortaleciam o grupo de seguidores, mas também reforçavam a mensagem de inclusão e igualdade que Jesus pregava. Através de seus atos de fé e dedicação, as mulheres demonstravam uma compreensão profunda dos ensinamentos de Jesus e uma disposição inabalável de participar de sua jornada transformadora.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 8,1-3

Andavam com ele várias mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam

Naquele tempo, 1. Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2. e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3. Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

Cor Litúrgica: Vermelho

Dentro da rica tapeçaria de símbolos que compõem a liturgia católica, a cor vermelha ocupa um lugar de destaque em determinadas épocas do ano litúrgico. Representando o fogo purificador, o sangue dos mártires e o sacrifício supremo, o vermelho é empregado com profundo respeito e reverência, evocando a paixão e a resiliência da fé. Em dias santificados pela memória do martírio ou pela celebração do Espírito Santo, essa cor vibrante toma o altar, as vestes e os corações dos fiéis, lembrando-os das chamas transformadoras do amor divino e do sangue derramado por convicções inabaláveis.

A liturgia da palavra, composta pela primeira leitura, o salmo responsorial e o evangelho, é um elemento central da fé cristã, encontrando-se todos registrados na Bíblia Sagrada. Esses textos são lidos e refletidos durante as celebrações, proporcionando aos fiéis uma oportunidade de meditar sobre as escrituras sagradas e aplicar seus ensinamentos na vida cotidiana. Se você tem em mãos o livro sagrado, dedique-se à sua leitura.


Santo do dia: Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires

Os mártires coreanos, Santos André Kim Tae-gon, Paulo Chóng Hasang e seus companheiros, são honrados pela Igreja Católica. Sua canonização foi proclamada pelo Papa João Paulo II em 1984, em reconhecimento ao seu supremo sacrifício de fé durante sua visita apostólica à Coreia.

André Kim Tae-gon se destaca na história como o primeiro sacerdote de origem coreana, vindo de uma família profundamente devota ao cristianismo. Sua ordenação ocorreu em Macau, após o que ele fez o caminho de volta à Coreia para exercer seu ministério sacerdotal. Infelizmente, seu compromisso com a fé o levou ao martírio em 1846. Paralelamente, Paulo Chóng Hasang, mesmo sendo um leigo, teve uma influência significativa na propagação do cristianismo na Coreia e, assim como André, teve sua jornada de fé interrompida pelo martírio em 1839.

Esses mártires são lembrados por sua coragem e fé inabalável, mesmo diante de perseguições severas. A memória deles é celebrada em 20 de setembro.

Oração

Deus todo-poderoso, que destes ao mártir Santos André Kim Taegón e companheiros a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como eles não hesitaram em morrer por vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Essa oração pede a intercessão dos mártires coreanos para que possamos ter a mesma força e perseverança na fé que eles demonstraram.


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