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Liturgia diária: 28 de agosto de 2023 |Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja–Memória | 21ª Semana do Tempo Comum ⚪

O Início da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 1,1-5.8b-10 foi escrita pelo apóstolo Paulo, com o apoio de Silas e Timóteo, aos cristãos da cidade de Tessalônica, na província da Macedônia do Império Romano. Ela foi a primeira carta que Paulo escreveu e provavelmente a segunda epístola do Novo Testamento. Ela foi escrita por volta do ano 50 d.C., quando Paulo estava na cidade de Corinto.

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O início da carta (1,1-5.8b-10) contém uma saudação, uma ação de graças e um elogio à fé dos tessalonicenses. Paulo se dirige aos destinatários como “a igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo” e lhes deseja “graça e paz” (1,1). Ele expressa sua gratidão a Deus por eles, lembrando-se de sua “obra de fé, trabalho de amor e perseverança na esperança” (1,3). Ele afirma que eles são “eleitos” por Deus e que o evangelho lhes foi pregado “não somente com palavras, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção” (1,4-5). Ele também destaca como eles se tornaram “modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia” e como a palavra do Senhor se espalhou por toda parte a partir deles (1,8b-9). Por fim, ele menciona como eles se converteram dos ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro e esperar pela vinda de seu Filho Jesus, que os livra da ira futura (1,10).

O significado desse trecho é mostrar o reconhecimento e a admiração de Paulo pela comunidade de Tessalônica, que se manteve firme na fé apesar das perseguições e das tentações do paganismo. Paulo também quer encorajar os tessalonicenses a perseverar na esperança da vinda do Senhor, que é o tema central da carta. Ele usa uma linguagem afetuosa e elogiosa para expressar seu amor pelos irmãos e irmãs em Cristo e sua confiança na obra de Deus em suas vidas.

Primeira Leitura: Início da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 1,1-5.8b-10

Abandonando os falsos deuses vos convertestes, esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos

1Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos Tessalonicenses reunida em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus Cristo: a vós, graça e paz! 2Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos sempre em nossas orações. 3Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.

4Sabemos, irmãos amados por Deus, que sois do número dos escolhidos. 5Porque o nosso evangelho não chegou até vós somente por meio de palavras, mas também mediante a força que é o Espírito Santo; e isso com toda a abundância.

Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. 8bA vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos falar, 9pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir.

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 149,1-2.3-4.5-6a e 9b (R. 4a)

R: O Senhor ama o seu povo de verdade!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em Quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

R: O Senhor ama o seu povo de verdade!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

R: O Senhor ama o seu povo de verdade!

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

R: O Senhor ama o seu povo de verdade!


Aclamação ao Evangelho - Jo 10,27

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.


O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus é um dos quatro livros que narram a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, o Filho de Deus. Mateus era um dos doze apóstolos que acompanharam Jesus e testemunharam seus ensinamentos e milagres. Ele escreveu o seu evangelho em grego, provavelmente entre os anos 70 e 80 d.C., para um público formado por judeus convertidos ao cristianismo.

O capítulo 23 do evangelho de Mateus contém um dos discursos mais duros de Jesus contra os líderes religiosos de sua época, os escribas e os fariseus. Eles eram os responsáveis por ensinar e aplicar a Lei de Moisés, que era o conjunto de normas que Deus havia dado ao povo de Israel para orientar sua vida religiosa e social. No entanto, Jesus denuncia que eles não cumpriam o que ensinavam, nem deixavam que os outros entrassem no Reino dos céus, que é a comunhão com Deus e sua vontade.

O trecho de Mateus 23,13-22 faz parte de uma série de sete “ais” que Jesus pronuncia contra os escribas e os fariseus. Cada “ai” é uma expressão de lamento e de condenação pelos pecados que eles cometiam. Nesse trecho, Jesus os acusa de:

  • Fechar o Reino dos céus diante das pessoas, impedindo que elas conhecessem a verdadeira salvação que vem pela fé em Jesus (v. 13).
  • Devorar as casas das viúvas, explorando os mais pobres e indefesos com falsa piedade (v. 14).
  • Fazer prosélitos, ou seja, converter pessoas ao judaísmo, mas sem lhes ensinar o verdadeiro sentido da Lei, tornando-as ainda mais distantes de Deus (v. 15).
  • Fazer juramentos falsos e enganosos, usando o templo, o altar e o céu como referências, mas sem reconhecer a santidade de Deus que habita neles (v. 16-22).

O significado desse trecho é mostrar o contraste entre a religião hipócrita e superficial dos escribas e dos fariseus e a religião sincera e profunda que Jesus ensina. Jesus revela que Deus não se agrada de quem apenas cumpre rituais externos, mas ignora o amor, a justiça e a misericórdia. Ele também alerta sobre o perigo de se afastar da verdadeira revelação de Deus, que se manifestou plenamente em seu Filho Jesus. Ele convida seus discípulos a não seguirem o exemplo dos escribas e dos fariseus, mas a se humilharem diante de Deus e a servirem uns aos outros com amor.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 23,13-22

Ai de vós, guias cegos!

Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, 14nem deixais entrar aqueles que o desejam. 15Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós.

16Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ 17Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? 18Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’

19Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? 20Com efeito, quem jura pelo altar, jura por ele e por tudo o que está sobre ele. 21E quem jura pelo Templo, jura por ele e por Deus que habita no Templo. 22E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

Fonte: Bíblia Sagrada


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