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Liturgia do dia: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete" (Mt.18-22) | 19ª Sem. do Tempo Comum 🟢

A narrativa encontrada em Ezequiel 12:1-12 apresenta uma profecia alegórica entregue por Deus ao profeta Ezequiel. Esta mensagem divina tinha o propósito de advertir os israelitas acerca da destruição próxima de Jerusalém e do subsequente exílio na Babilônia. A passagem descreve ações simbólicas que Ezequiel deve realizar, servindo como um sinal visual para o povo, enfatizando a seriedade do aviso e a urgência da situação.

Aqui está um resumo do significado:

  1. Rebeldia do Povo: Deus descreve o povo de Israel como uma “casa rebelde” que tem olhos para ver, mas não vê, e ouvidos para ouvir, mas não ouve.
  2. Ação Simbólica de Ezequiel: Deus instrui Ezequiel a preparar uma bagagem de exílio e sair de sua casa durante o dia, na frente do povo, como um sinal para eles. Ele deve cavar um buraco na parede e sair por ele à noite, carregando sua bagagem nos ombros e cobrindo o rosto.
  3. Mensagem de Julgamento: Esta ação simboliza o futuro exílio do povo de Jerusalém. O príncipe de Jerusalém e o povo serão levados cativos, e a cidade será destruída.

Essa profecia serve como um aviso para que o povo se arrependa de sua desobediência e volte para Deus antes que o julgamento ocorra.

Primeira Leitura: Leitura da Profecia de Ezequiel 12,1-12

Prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles

1. A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2. "Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3. Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4. Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5. À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6. deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel". 7. Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles.

8. De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9. "Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10. Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11. Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12. O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país".

  • Palavra do Senhor
  • Graças a Deus

Salmo Responsorial - Sl 77(78),56-57.58-59.61-62 (R. cf. 7c)

R. cf. 7c. Das obras do Senhor não se esqueçam.

56. — Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, recusando-se a guardar os seus preceitos. 57. Como seus pais, se transviaram, e o traíram como um arco enganador que volta atrás;

R. cf. 7c. Das obras do Senhor não se esqueçam.

58. — Irritaram-no com seus lugares altos, provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. 59. Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, e repeliu com violência a Israel.

R. cf. 7c. Das obras do Senhor não se esqueçam.

61. — Entregou a sua arca ao cativeiro, e às mãos do inimigo a sua glória; 62. fez perecer seu povo eleito pela espada, e contra a sua herança enfureceu-se.

R. cf. 7c. Das obras do Senhor não se esqueçam.


O trecho bíblico de Mateus 18:21-19:1 é uma exploração profunda sobre o perdão. Ele destaca a necessidade de perdoar não apenas uma vez, mas inúmeras vezes, enfatizando a generosidade e a compaixão como virtudes centrais na convivência humana. Esta passagem nos convida a refletir sobre a capacidade de perdoar como um elemento essencial para a harmonia e o crescimento pessoal e coletivo.

Aqui está um resumo do significado:

  1. Perdão Ilimitado: Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar seu irmão, sugerindo “até sete vezes”. Jesus responde que não apenas sete, mas “setenta vezes sete” (ou seja, um número ilimitado de vezes), enfatizando que o perdão deve ser contínuo e sem limites.
  2. Parábola do Servo Incompassivo: Jesus conta a parábola de um servo que, após ter uma grande dívida perdoada por seu senhor, se recusa a perdoar uma pequena dívida de um colega servo. O senhor, ao saber disso, fica indignado e pune o servo incompassivo. Esta parábola ilustra a necessidade de perdoar os outros assim como Deus nos perdoa abundantemente.
  3. Conclusão e Transição: A passagem termina com Jesus deixando a Galileia e indo para a região da Judeia, além do Jordão.

A mensagem é um convite para abraçarmos o perdão contínuo e incondicional, um eco da misericórdia divina em nossa existência. Ela nos encoraja a refletir sobre como podemos incorporar essa qualidade compassiva em nosso dia a dia, transformando nossas interações e fortalecendo nossos laços com os outros. Ao praticar o perdão, não apenas seguimos um princípio espiritual elevado, mas também promovemos a cura e a paz em nossos corações e comunidades.

Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-19,1

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete

Naquele tempo, 21. Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" 22. Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. 27. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.

28. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. 29. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. 30. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: "Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?" 34. O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão". 19,1. Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

  • Palavra da Salvação
  • Glória a Vós Senhor

Cor Litúrgica: Verde

Na liturgia católica, a cor verde é emblemática da esperança. Predominante durante o Tempo Comum, que constitui a maior parte do calendário litúrgico, essa cor é um lembrete constante da vida cristã diária e da esperança que é fundamental à fé cristã. Além disso, o verde adorna as igrejas nos domingos e dias feriais, reforçando essa mensagem. É importante notar que, em ocasiões especiais, como festas e solenidades que substituem a celebração regular, as cores litúrgicas específicas dessas datas prevalecem.


A liturgia da palavra, composta pela primeira leitura, o salmo responsorial e o evangelho, é um elemento central da fé cristã, encontrando-se todos registrados na Bíblia Sagrada. Esses textos são lidos e refletidos durante as celebrações, proporcionando aos fiéis uma oportunidade de meditar sobre as escrituras sagradas e aplicar seus ensinamentos na vida cotidiana. Se você tem em mãos o livro sagrado, dedique-se à sua leitura.


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